Artigos & Reportagens na midia

Ciclistas pedem que governo trabalhe por mobilidade urbana

Grupo entrega carta à deputada federal Marina Sant’Anna pedindo melhores condições

CAMILA NOBREGA

Publicado:20/06/12 – 9h53
Atualizado:20/06/12 – 11h12
RIO – Ciclistas vindos de várias partes do país reunidos na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, acabam de entregar à deputada federal Marina Sant’Anna uma carta pedindo ações do governo brasileiro voltadas à mobilidade urbana. Eles vieram pedalando de seus estados e alguns, como o franco-brasileiro Phillipe Lima, levaram até 12 dias para chegar ao Rio de Janeiro.- Carros são responsáveis por boa parte das emissões de CO2 no mundo, e pela dificuldade de locomoção nas grandes cidades. É preciso pensar em formas alternativas de transporte – disse Philipe, que veio em grupo de Brasília para o Rio.O encontro dos membros da Bicicletada Nacional na Rio+20 vem sendo organizado há um mês pelo Facebook, e concentra ciclistas de vários estados como Rio Grande do Norte, Alagoas e Distrito Federal. Nesta quinta-feira, eles vão realizar uma bicicletada que vai sair do MAM em direção ao Riocentro, na Barra da Tijuca. O objetivo é mostrar a distância e testar as ciclovias cariocas, que até agora são reprovadas pelo grupo.- Andar em Copacabana e Ipanema é uma beleza, agora, no resto da cidade…

http://oglobo.globo.com/rio20/ciclistas-pedem-que-governo-trabalhe-por-mobilidade-urbana-5261470

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18/06/2012 – 08h00

Ativistas apostam em programação paralela à oficial na Rio+20

PATRÍCIA BRITTO
DE SÃO PAULO
Por causa da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, grupos de São Paulo se preparam, cada um à sua maneira, para acrescentar propostas aos debates do evento, que acontece até sexta-feira (22), no Rio de Janeiro.Para não ficar só no discurso, o consultor de sustentabilidade João Paulo Amaral, 25, saiu daqui, na segunda-feira (11), com outros cinco ciclistas pedalando em direção ao Rio, onde preveem chegar nesta segunda (18). “Enquanto as pessoas querem discutir a economia verde, a gente quer ir lá e fazer. O formato atual tende a ser de não levar protestos, mas proposições.”
O grupo dele integra o movimento Bicicletada Nacional Rumo à Rio+20, dividido nos “bondes” Centro-Oeste, Sul e Nordeste. “É um protesto propositivo”, diz Amaral, ao defender a bicicleta como transporte não poluente.No caminho, eles interagem com moradores das cidades por onde passam e divulgam as propostas que estão levando para o evento. “Queremos mostrar o que está acontecendo com o ambiente, quais os problemas, as iniciativas para resolvê-los e o que falta fazer”, conta o estudante Vinícius Leyser, 26, de Florianópolis, também no grupo dos ciclistas.
Lucas Lima/Folhapress
Ciclistas do "bonde" Sul da Bicicletada Nacional Rumo à Rio+20, que saíram de São Paulo pedalando para o Rio
Ciclistas do “bonde” Sul da Bicicletada Nacional Rumo à Rio+20, que saíram de São Paulo pedalando para o Rio
O clima predominante em relação aos resultados da Rio+20, porém, não é otimista. A ausência do presidente americano, Barack Obama, do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, aumentou o ceticismo e fez muitos ativistas concentrarem os esforços na Cúpula dos Povos, evento paralelo que vai até sábado (23).Diferentemente da programação oficial, a cúpula será aberta à população e reunirá representantes da sociedade civil, como ONGs e movimentos sociais, para discutir desenvolvimento sustentável e economia verde.Em preparação para o encontro, o Fórum Social de São Paulo e o Comitê Paulista para a Rio+20 –braço da cúpula no Estado– ocuparam o vale do Anhangabaú no domingo passado.O grupo de cerca de 50 pessoas usou cartazes, montou painéis, contou histórias e fez releituras de obras de arte para divulgar aos passantes os temas a serem levados à Rio+20.”O brasileiro reclama muito, mas põe pouco a mão na massa. Tentamos mostrar que podemos mudar isso ao fazer reciclagem ou votar melhor, por exemplo”, diz Andrêssa Batelochio, integrante do Comitê Paulista.Além de ciclistas e ONGs, empresários também aderiram ao debate sobre os temas da agenda da Rio+20 durante uma conferência realizada de 11 a 13 de junho em São Paulo pelo Instituto Ethos, entidade que incentiva empresas a atuar de forma sustentável.No encontro, foram debatidos dez temas que serão tratados durante os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável, outro evento paralelo à Rio+20 que levantará recomendações para serem analisadas por chefes de Estado durante o encontro.Uma das propostas apresentadas na conferência pelo economista e professor da USP Ricardo Abramovay é que, na Rio+20, os representantes dos países estabeleçam metas quantificáveis de utilização dos recursos naturais, as quais devem ser cumpridas.Além disso, Abramovay quer apresentar a ideia de que o PIB (Produto Interno Bruto) é um índice equivocado para medir a riqueza dos países. “Não traduz a real prosperidade de uma sociedade”, diz o professor.Enquanto chefes de Estado se perguntam quem vai pagar a conta da transição para a economia verde, ativistas acreditam que não adianta ficar parado esperando. O ciclista mineiro César Grazzia, 45, questiona: “Eu faço a minha parte. O que você está fazendo?”.
http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1105012-ativistas-apostam-em-programacao-paralela-a-oficial-na-rio20.shtml

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Projeto Bicicletada Rio+20 passa por SD e conscientiza comunidade sobre a valorização do meio ambiente e sustentabilidade

Por Gustavo Sá Fortes

13/06/2012  às 18:55
A cidade de Santos Dumont foi cenário e trajeto do Projeto “Bicicletada Nacional RIO+20” nessa semana (12/03).Esse importante projeto visa unir grupos de ciclistas de todos os estados em um ponto de encontro único formando a Massa Crítica brasileira rumo a conferência mundial da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável conhecida como RIO+20 (que acontecerá no Rio de Janeiro de 20 a 22 de Junho de 2012), composta por ciclistas de todas as regiões do País, representando todos os brasileiros que acreditam na humanização das cidades, na mobilidade urbana sustentável, no transporte sustentável, no respeito às leis do trânsito e na bicicleta como veículo modal. Além disto, o evento pretende chamar atenção dos chefes de estado, da grande mídia e dos cidadãos em geral para a necessidade de políticas públicas que incentivem os transportes alternativos ao automóvel individual, principalmente a bicicleta. A iniciativa pretende, de forma pacífica mas contestadora, demonstrar que formas de transporte alternativo verdes e saudáveis, além de necessárias, são possíveis. Até mesmo em países de extensões continentais como é o caso do território brasileiro.No total, três grupos, chamados pelos participantes de bondes estão viajando em direção à conferência.O bonde Sul, com ciclistas de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, viaja pelos litorais paulista e carioca, em uma rota de 650 quilômetros de extensão.No bonde Nordeste, apenas dois integrantes. Os ciclistas Maria Nascimento dos Santos, 50, e Lucivaldo Oliveira, 52, partiram de Maceió, Alagoas, no dia 20 de maio, para a mais longa das viagens, 2.200 km. A dupla vai atravessar quatro estados e mais de vinte cidades até o Rio.E o bonde Centro-Oeste, que passou pela nossa cidade com 11 integrantes, incluindo até um deficiente visual, o Sr. Wallace Paschoal, 56 anos, que integra o projeto Deficiente Visual na Trilha, que desde 2005 reúne ciclistas com deficiência para desbravar circuitos no Distrito Federal. Eles usam bicicletas modelo tandem, que comporta duas pessoas.Na viagem ao Rio de Janeiro, Wallace está sendo guiado por um dos organizadores do “bonde” de Brasília, o empresário Phillip James Fiuza Lima.“O projeto Bicicletada Rio+20 é um evento que reúne vários ciclistas do Brasil para participar do RIO +20 indo de bicicleta, para levar o conceito de mobilidade e uso da bicicleta, levantando pontos como a responsabilidade social e ambiental” ressaltou Phillip.
A Bicicletada Nacional rumo à Rio+20 é uma proposta de convergir pessoas de diferentes cidades do país para irem pedalando e, nesse trajeto, passar em escolas, falar com os governos e divulgar as questões dodesenvolvimento sustentável de forma global e da bicicleta como uma das soluções na questão de mobilidade.Em Santos Dumont o Bonde de Brasília promoveu uma blitz educativa no centro da cidade conscientizando a comunidade através de um panfleto sobre o uso da bicicleta estar intimamente relacionado com todo um urgente e necessário planejamento e funcionamento das grandes cidades, sendo que a bicicleta tem cada vez mais se mostrado uma excelente solução para os problemas enfrentados, especialmente aliada e integrada a outros modais de transporte eficientes.Ao saírem da cidade, o bonde de ciclistas pararam na Escola Estadual “Vieira Braga” onde foram recebidos por alunos e professores.O projeto além de promover a conscientização da comunidade realizou o plantio de uma árvore nativa juntamente com as crianças na sede da instituição. Logo após o ato ambiental com os alunos, o grupo se dirigiu para a cidade de Juiz de Fora onde iria se reunir com um novo grupo rumo ao trajeto para o Rio+20.

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 Grupo de Brasília pedala até o Rio de Janeiro para acompanhar Rio+20

Pedalando 120 km por dia, grupo vai percorrer, 1,2 mil km ao todo.
Viagem começou há 5 dias; hoje, grupo estava em Três Maria (MG).
Do G1 DF – 07/06/2012 18h20 – Atualizado em 07/06/2012 21h23

Desde o último domingo (3), um grupo de ciclistas de Brasília pedala 120 quilômetros por dia a caminho do Rio de Janeiro. A ideia é chamar atenção para a Rio+20, que começa em 13 de junho e segue até o dia 22 do mesmo mês.Ao todo, são aproximadamente 1,2 mil quilômetros de estrada ligando as duas cidades. O grupo ainda não sabe ao certo quando vai chegar ao destino.Em cinco dias de pedalada, eles já passaram pelas cidades goianas de Luziânia, Cristalina, e por Paracatu e João Pinheiro, em Minas Gerais. Nesta quinta-feira (7), os ciclistas chegaram à cidade mineira de Três Marias.Phillip Fiuza, um dos participantes da viagem, conta que o grupo tem tomado todas as precauções para que o projeto ocorra com segurança.“Há um certo risco, mas a gente tomou todas as providências. A Polícia Rodoviária está avisada da nossa viagem e a gente conta com um carro de apoio, sinalizado com placa. Estamos indo com segurança”, contou ao Bom Dia DF.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/06/grupo-de-brasilia-pedala-ate-o-rio-de-janeiro-para-participar-da-rio20.html

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Ciclistas de Brasília irão pedalar 1,2 mil km para participar da Rio+20. No caminho, tentarão conscientizar moradores da importância da conferência

Thaís Paranhos
Publicação: 02/06/2012 07:32 Atualização: 02/06/2012 14:48
Mauro, Felipe e Wesley se preparam para pegar a estrada neste domingo
Mauro, Felipe e Wesley se preparam para pegar a estrada neste domingo (Edílson Rodrigues/CB/D.A Press)
Este mês, o mundo se volta para o Rio de Janeiro. A capital fluminense recebe a Rio+20, conferência que vai reunir gente do mundo todo para discutir questões ambientais. Um grupo de Brasília também se prepara para participar do evento e contribuir com a causa. Quinze pessoas farão o trajeto de bicicleta entre as duas cidades, distantes cerca de 1,2 mil quilômetros uma da outra. Os participantes sairão da capital amanhã, após passeio ciclístico promovido pela organização não governamental (ONG) Rodas da Paz. A concentração será na Praça do Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, às 9h. Quem quiser ainda pode se juntar a eles e participar da 1ª Bicicletada Nacional.

A viagem deve durar entre 13 e 15 dias. A ideia é percorrer aproximadamente 120km diariamente. E, a cada cidade que o grupo parar para descansar, os participantes querem chamar a atenção da população local sobre a importância da Rio+20. Eles explicarão o que é a conferência, os objetivos e as metas, além de tirar as dúvidas dos moradores. Como os ciclistas voltarão de carro, ônibus ou avião, eles pretendem plantar mudas de árvores durante a viagem de ida como forma de compensação ambiental.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/06/02/interna_cidadesdf,305386/ciclistas-de-brasilia-irao-pedalar-1-2-mil-km-para-participar-da-rio-20.shtml

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6 desafios para a Rio+20

20/05/2012 | Revista Época | BR

Os obstáculos que a conferência de desenvolvimento e meio ambiente da ONU no Rio de Janeiro precisa superar para repetir o sucesso da Eco 92
Thais Herrero e Alexandre Mansur
O estudante de cinema Vinícius Leyser da Rosa vai para o Rio de Janeiro pedalando. Ele planeja desde o fim do ano passado sua viagem para participar da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá de 13 a 22 de junho. Vários ciclistas como ele sairão de cidades do Brasil na Bicicletada Nacional. Vinícius, que mora em Florianópolis, vai para São Paulo de ônibus e depois pretende fazer os 430 quilômetros finais em oito a dez dias. Há 20 anos, quando a cidade recebeu a outra grande conferência, a Eco 92, ou Rio 92, Vinícius só tinha 6 anos e ainda pedalava com rodinhas. Agora participará de um evento que pretende rever os acordos internacionais de 1992 e definir as próximas medidas para garantir desenvolvimento, conforto, redução na pobreza sem destruir as bases naturais da economia.

O encontro oficial reunirá diplomatas e chefes de Estado de 183 países no Riocentro. Enquanto isso, 280 eventos paralelos, como encontros de ONGs e empresas, acontecerão pela cidade, a maioria na Cúpula dos Povos, que se estenderá pelo Aterro do Flamengo. O governo não tem estimativa de quantas pessoas irão para a cidade. Os hotéis, as pousadas e até apartamentos para alugar já estão lotados. Apesar da movimentação, a Rio+20 pode frustrar tantas expectativas. Para produzir resultados concretos e entrar para a história, como a Eco 92, o evento precisa superar alguns obstáculos.
1. Sair da sombra da Rio 92
A Rio+20 é como o filho de um pai bem-sucedido, bonito, rico e famoso. Só que pai e filho não nascem e vivem no mesmo contexto histórico. Na virada da década de 1980, o mundo vivia o fim da União Soviética e dos regimes comunistas do Leste Europeu. A democracia se consolidava na América Latina. Com mais liberdade – e graças a novas tecnologiascomo o fax e as antenas parabólicas -, as ONGs ganhavam força local e faziam alianças internacionais. Com o fim do medo do apocalipse nuclear, os perigos ambientais ganhavam relevância. Formavam um apanhado de causas, como a preservação das baleias, a reciclagem de papel ou o fim do lixo tóxico. Da Eco 92 nasceram as Convenções do Combate à Desertificação e da Diversidade Biológica e das Mudanças Climáticas, as COPs.
O debate ambiental ficou mais econômico de 1992 para cá. A COP de clima levou ao Protocolo de Kyoto, de 1997, com metas de redução de gases do efeito estufa para os países. Hoje, o custo e os benefícios dos compromissos ambientais estão mais claros. Por isso, eles são mais difíceis – e mais necessários. “A Rio+20 não pode ser um evento comemorativo. Tem de dar um passo adiante” diz o físico José Goldemberg, durante a Eco 92, secretário do Meio Ambiente da Presidência da República.
2. Propor metas objetivas
A Rio+20 gira em torno de dois temas centrais. O primeiro, economia verde, reúne os esforços para criar um desenvolvimento que respeite os limites naturais, sem desequilibrar o clima, esgotar os mares ou destruir a biodiversidade. O segundo, governança, são as governos, empresas e agências internacionais. As boas intenções carecem de defmições práticas. “Até agora, o documento construído para sair da Rio+20 diz que a economia verde deve ser implementada sem explicar como um presidente ou um dono de indústria faz isso. É um bom conselho, mas que não vale no dia seguinte, quando todos voltam para casa”, afirma Goldemberg. Além disso, alguns debates estão presos a noções pré-1992. “Ainda tem gente discutindo se uma nova economia deve ser mais social ou mais ambiental”, diz André Carvalho, professor da Fundação Getulio Vargas. “Desde 1987, já entendemos que são pontos interligados.
Esforços para viabilizar energias renováveis também resultam em novas tecnologias, geração de empregos e renda. Um dos resultados objetivos da Rio+20 deve ser um documento com as metas do desenvolvimento sustentável (ODS), como erradicação da pobreza, segurança alimentar, preservação dos mares e das florestas. Ele se chamará O futuro que queremos. Desde janeiro, representantes de governos, órgãos da ONU e das ONGs se reúnem ao menos uma vez por mês na sede do órgão, em Nova York, para discutir o rascunho. E a nova versão dos Objetivos do Milênio, criados em 2000 também pela ONU para destacar os oito principais problemas do mundo. Os governos se comprometeram a investir para resolvêlos e em 2015 mostrar os resultados. Entre esses problemas estão a mortalidade infantil e educação de qualidade para todos. Depois de 2015, é possível que esses objetivos sejam substituídos pelos ODS. Sem garantias de resultados. “É um acúmulo de compromissos. Os Objetivos do Milênio nem foram alcançados e podem perder a força se comprometermos os governos com uma nova pauta”, diz Aron Belinky, coordenador do Instituto Vitae Civilis, que participa da discussão do rascunho. O documento também propõe uma nova economia verde, mas não define as etapas para alcançá-la, não estabelece metas nem envolve obrigação dos signatários.
3. Fugir das decisões burocráticas
Os negociadores da Rio+20 estudam promover o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) ao status de uma agência especial da ONU para o desenvolvimento sustentável. O órgão ficaria no mesmo degrau da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e teria mais autonomia para a criação de políticas ambientais. Mas isso criaria mais burocracia e isolaria os temas ambientais num órgão incipiente. “É mais eficaz inserir o tema do desenvolvimento sustentável em todos os outros órgãos da ONU”, diz Carvalho.
4. Ignorar a politica ambientalbrasileira
Tradicionalmente, em conferências desse porte, as práticas do país anfitrião inspiram os participantes. Para bem ou para mal. Em 1992, o então presidente Fernando Collor criou 15 unidades de conservação e elevou a Secretaria de Meio Ambiente a Ministério. Mas as últimas notícias ambientais no Brasil são ambíguas. O Congresso acaba de aprovar a redução na área de unidades de conservação da Amazônia para hidrelétricas e assentamentos. Também aprovou um novo Código Florestal que reduz a proteção às margens dos rios e encostas instáveis, além de anistiar quem desmatou ilegalmente. “Ao receber a Rio+20, o Brasil ganha no turismo e no comércio. Mas vira o foco das notícias. E, infelizmente, até agora, o que está nas manchetes é o Código Florestal que vai contra tudo o que se discute para um desenvolvimento sustentável”, diz o pesquisador Luiz Gylvan Meira Filho, da USP.
5. Ir alémda crise econômica No auge de uma das maiores crises econômicas da história, os representantes dos países provavelmente terão pouco ânimo – e pouco apoio doméstico – para assumir compromissos que envolvam maiores sacrifícios econômicos a curto prazo. O parlamentar britânico Martin Caton, diretor do comitê de auditoria ambiental, disse que a crise “pode reduzir as ambições no Rio e trazer de volta o velho e estéril debate de agenda econômica versus ambiental”. O risco é insistir no crescimento com base numa demanda por recursos naturais que supera a capacidade de regeneração do planeta. “Pior que uma crise economica, so uma crise econômica acompanhada por desastres ambientais”, diz o advogado Eduardo Felipe Matias, que acompanha as negociações internacionais.
6. Atrair um bom time de chefes de Estado
A Eco 92 reuniu 108 chefes de Estado como o então presidente americano George H.W. Bush (o pai) e outros representantes de 170 países. Foi um dos maiores encontros da história. Não há certeza se a Rio+20 terá tanta adesão. Sem dar nomes, o Itamaraty diz que pelo menos 135 chefes de Estado confirmaram a presença. Mas a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmaram que não vêm. Em abril, a presidente Dilma Rousseff visitou o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca, e ouviu dele que seria muito difícil participar da Rio+20 no meio da campanha à reeleição. Obama já mudou de planos na última hora, quando decidiu ir para a COP de Copenhague em 2009. “Se as nações que mais impactam a natureza não vierem, os acordos não serão significativos. Não adianta termos aqui só a América Latina e a África. Precisamos da China, dos Estados Unidos e dos grandes países da Europa”, diz Goldemberg. Do contrário, apesar dos prazeres das pedaladas e das belezas naturais do Rio, ativistas como Vinícius perderão a viagem.

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Maria José pretende pedalar até o Rio de Janeiro

Superação, coragem e determinação. São os principais requesitos dos ciclistas alagoanos Maria José e Lucivaldo de Oliveira, que iniciam viagem às 6h deste domingo (20), saindo do Corredor Vera Arruda, na Jatiúca, rumo a cidade do Rio de Janeiro onde vão participar da Rio+20 – uma Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada de 20 a 22 de junho.
Os alagoanos planejaram uma logística de viagem para os 2.200 km até o Rio de Janeiro, que deve durar uns 30 dias, percorrendo uma média de 100 km/dia. Para aproveitar esse evento outros grupos de ciclistas envolvidos com o Movimento da Bicicleta Nacional de várias partes do Brasil também sairão pedalando de seus estados e vão se encontrando até chegar ao local da Conferência.

A Rio+20 – oficialmente designada como Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – acontecerá de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, Brasil. Tal encontro é uma nova tentativa das Nações Unidas, neste início do milênio, para progredir em relação ao compromisso dos Estados e da comunidade mundial com as grandes mudanças deste século XXI. Acontece vinte anos depois da primeira cúpula histórica de Rio de Janeiro, em 1992, e dez anos depois do encontro de Johanesburgo, em 2002.
A funcionária pública Maria José Nascimento dos Santos, 50 anos, informou que iniciou sua paixão pelo ciclismo a pouco mais de cinco anos, e além de utilizar a bicicleta como meio de transporte diário vem se destacando como atleta de competição. “Fui campeã geral feminina do 8º Desafio Internacional de Ciclismo/2011, pela categoria 60 km, Over 30”, disse a atleta acrescentando que já venceu quatro disputas.
Maria José afirmou que está preparada para esse novo desafio. “Ao lado do experiente Lucivaldo vamos ao Rio levando o nome de Alagoas”, informou a atleta agradecendo a todos que acreditaram e apoiaram essa iniciativa, em especial o governo estadual por meio da Secretaria de Estado Adjunta do Esporte.
A superintende de Esporte e Desporto Escolar da SEE, Vânia Quintela disse que a ciclista Maria José é mais uma alagoana que representa a garra e a coragem da mulher nordestina. “Muito corajosa essa atleta. Desejamos todo o sucesso e sorte para ela e ao seu companheiro de viagem”, declarou Vânia.

                                                                                                                                                          

Turma viajará de bicicleta de Brasília ao Rio para a Rio+20

9 DE MAIO DE 2012

A Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, só começa em junho, mas um grupo de adoradores de bicicleta Brasil afora já está se mobilizando, através do Facebook, para fazer a Bicicletada Nacional. O evento ganhou página na rede social e uma das organizadoras, a engenheira agrônoma Mara Marchetti, de Brasília, encabeça a turma de aproximadamente 20 pessoas, que sairá da cidade no dia 3 e percorrerá as estradas até o Rio em 12 dias.
“Estamos nos organizando desde 2011 e o principal meio de comunicação tem sido o Facebook. Não sou ciclista e a maioria não é, por isso vamos levar mais tempo para chegar. São pessoas comuns que acreditam na bicicleta como meio de transporte para o país”, disse Mara. Chegando ao Rio, dia 15, o grupo vai acampar no Aterro do Flamengo, na Cúpula dos Povos, e será recebido por outros ativistas.
Ref. http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2012/05/09/turma-viajara-de-bicicleta-de-brasilia-ao-rio-para-a-rio20/.

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